Postado por Babi Lorentz em 30/09/14 às 10:00 // Categoria: Leituras, LeYa, Livros

casamento por conveniênciaPerfeito para quem procura algo mais leve e despretensioso para ler durante uma tarde. Casamento por Conveniência me fisgou de forma tão rápida que passei da metade do livro sem nem perceber o tanto que já havia lido até então.

É uma história um tanto quanto clichê sobre uma mulher que precisa de dinheiro de forma urgente para salvar a casa de sua família, o lugar que ela viveu durante toda a sua infância, e de um homem que precisa se casar em uma semana para que consiga receber a herança que seu tio deixou para ele.

É bem conveniente, para os dois, que se casem. A diferença desse, para outros que já li e que têm essa mesma ideia, é que os dois, homem e mulher, já se conhecem desde a infância.

Nicholas é o homem sobre o qual estamos falando. Rico, loiro e lindo. Tem uma namorada que está louca por um relacionamento mais sério, querendo constituir família e se casar, para ficar quieta ao lado dele, mas o que Nicholas não quer é se comprometer dessa forma com alguém, portanto, quando sua irmã Maggie telefona para falar sobre Alexa, sua amiga que precisa de dinheiro, ele não pensa em mais nada: dispensa a namorada modelo e aceita ter uma conversa séria com Alexa para combinarem o contrato que será feito.

Eles precisam passar um ano casados, sem que ninguém desconfie da farsa, para que tudo dê certo. Eles discutem sobre todo o contrato e acabam por se aceitarem e se casaram em uma semana, da forma que Nicholas precisava.

Eu pensava seriamente que o livro seria mais um de tantos os outros com essa mesma temática, porém, pelo fato de ele ter me prendido desde o início, fazendo com que eu o lesse em apenas um dia, acabou me deixando encantada pela história. Jennifer Probst, em Casamento por Conveniência, trata sobre o assunto de uma forma tão linda que qualquer leitor acaba torcendo pelo romance e morrendo de rir quando ela coloca qualquer situação inusitada.

Gostei bastante e recomendo a leitura, principalmente para aquelas pessoas que adoram uma leitura mais rápida e envolvente.


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Postado por Babi Lorentz em 29/09/14 às 09:40 // Categoria: Canal do Blog, Tag

A Gleice Couto (Oh, meu Deus! A Gleice Couto!) indicou todo o pessoal do grupo Abalouminhas para responder a Taylor Swift Book Tag. Como eu estou no grupo e como gosto muito da Taylor, achei bom responder. Demorei um pouquinho, mas eis que chega o meu vídeo resposta, repleto de “cleme” pra vocês.

taylor swift book tag

A tag pede para relacionar um livro a cada uma das 12 músicas que compõem a Taylor Swift Book Tag (Ficou confuso?). São músicas da Taylor e, de acordo com o seu título, ou com sua letra, a autora da tag decidiu o que teríamos que relacionar para cada uma delas.

A ideia é bem legal, principalmente pra quem gosta de música, gosta da Taylor e tem uma queda de vários andares por leitura. Quando vi a indicação, não consegui deixar de lado. Simplesmente precisei fazer porque todos esses motivos ficavam martelando em minha cabeça até o momento da gravação. Então… Espero que gostem!

Músicas

1. We Are Never Ever Getting Back Together – Um livro que você amava muito, mas aí ele piorou e você teve que cortar relações com ele.
2. Red – Um livro com uma capa vermelha.
3. The Best Day – Um livro que te faça sentir nostálgico.
4. Love Story – Um livro que tenha um amor proibido.
5. I Knew You Were Trouble – Um livro que você não conseguiu evitar de se apaixonar pelo bad boy/vilão.
6. Innocent (written b/c of Kanye West) – Um livro que alguém estragou o final dele pra você (spoiler).
7. Everything Has Changed – Um personagem de um livro que passou por uma grande mudança.
8. You Belong With Me – O lançamento mais esperado por você no momento.
9. Forever and Always – Um casal favorito de um livro.
10. Come Back, Be Here – Um livro que você não gosta de emprestar por não querer sentir saudades dele.
11. Teardrops On My Guitar – Um livro que te fez chorar muito.
12. Shake It Off – Um livro que você ama muito, e que você não tá nem aí pros haters dele.


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Postado por Babi Lorentz em 25/09/14 às 21:42 // Categoria: Pessoal

O Rasgando o Verbo voltou hoje para falar sobre um assunto que tem rendido várias conversas minhas com a Fra durante nossas aulas na Faculdade. O que é toda essa busca eterna pelo amor? O que é essa necessidade que as pessoas veem de encontrar alguém, de conhecer alguém e de teimar em acreditar que só é feliz aquele que tem uma pessoa ao seu lado? Confira o diálogo abaixo e compartilhe conosco as suas opiniões.

Babi: Parei pra pensar, esses dias, sobre a necessidade de ter alguém. A sociedade espera que você tenha um companheiro, tenha um relacionamento estável, constitua família, tenha filhos… Porém, apesar de toda essa expectativa que a sociedade tem para todos nós, eu sou uma daquelas pessoas que não se sentem bem em ter que estar sempre em busca de alguém. Não seria melhor se todos pensassem, antes, no amor próprio?

busca eterna pelo amor

Fra: Essa é a questão. Tem uma música do Inimigos da HP (old, but gold) que diz que “o desamor não pode ser fatal”, e concordo, mas a falta de amor próprio pode. Minha ideia se difere da Babi no seguinte ponto: eu quero ter filhos, marido, vidinha de casada e ser mãe, mas não quero que isso seja a busca central da minha vida. Porque, meus amigos, o que eu to vendo de meninas com a necessidade de casar e ter alguém é insuportável. E pior: meninas que chegam aos 18 anos devastadas emocionalmente porque essa busca por ter alguém as fazem investirem em caras completamente babacas.

busca eterna pelo amor

Babi: É aquela ideia de que se não tivermos uma pessoa na nossa vida, a sociedade nunca nos verá como pessoas sérias. O problema é ter que casar por aparências por causa da sociedade. Ter que colocar uma criança no mundo por causa da sociedade. Ter que agir em qualquer momento por causa do que a sociedade pensa ou deixa de pensar sobre você ou sobre qualquer outra pessoa. Não penso, no momento, em me casar, não penso em ter filhos, não penso em nada do tipo. Penso apenas em ser feliz. Se a felicidade, um dia, se resumir a isso, encararia. Mas a felicidade, no momento, tem sido me concentrar apenas na minha vida. Sim, de forma egoísta, mas também – e principalmente – de forma realista.

Fra: Ninguém aqui tá pagando de doida e parecendo aquelas meninas que “acabaram de se decepcionar” e ficam de mimimi em rede social dizendo que amor não existe. Muito pelo contrário: acredito muito no amor. Digo mais ainda: é por acreditar tanto no amor que nunca perco a chance de viver um. Não sou e não serei, nunca, esse pessoal que termina relacionamento e esbanja frases de Caio Fernando, ostenta fotos em baladas e paga de desapegos. Não suporto. Por pensar tanto assim que às vezes o pessoal acha que sou completamente fora da casinha. Essa busca eterna pelo amor que as pessoas ficam, fazem com que cada vez mais o envolvimento com gente podre aconteça. Basicamente, seria dizer que o amor acontece naturalmente e que você precisa viver o máximo possível disso. A quantidade de meninas que vejo perdendo esse tipo de oportunidade me deixa espantada, tudo isso por qual razão? Por buscarem demais, se envolverem com gente que não as fazem bem e, quando algo realmente bom acontece… Elas não se envolvem. Cara, isso é confuso até para mim.

busca pelo amor

Babi: Isso é confuso pra qualquer pessoa que faz um esforço para entender. No meio de tudo isso ainda entra a friendzone, o fato de algumas pessoas acharem que não existe amizade entre homem e mulher, a ideia de que quem pensa da forma que eu e a Fra pensamos, por exemplo, é louco, é bobo, é idiota ou sofreu uma desilusão. Terminei um namoro de quase três anos e não precisei provar nada pra ninguém depois disso. Ninguém precisa provar nada pra ninguém. A questão principal deste texto é mostrar que essa busca eterna pelo amor deve ser modificada para a busca pelo amor próprio. Apenas aqueles que conhecem essa sensação sabem que não precisam de muito para ser feliz. Basta pensar em si mesmo, olhar para si mesmo e fazer as coisas para e por você, e não pensando em alguém. Ou vai me dizer que prefere desistir de uma oportunidade única por causa de um namorado e da certeza de que terá um amor para o resto da sua vida?

busca pelo amor

Fra: As pessoas entraram em conceitos tão idiotas sobre relacionamentos, que me fazem cada dia mais perceber que eu sou uma alien nesse mundo. Se eu entrar no quesito de amizade de homem e mulher, pode preparar outro post. Tenho poucas (quase nada) amigas mulheres; meus amigos são todos homens. Meu melhor amigo é homem. Então, por favor… Quando a Babi quis terminar o namoro de 03 anos dela eu fui a única pessoa que falou “sim, se não te faz bem, termina” e, enquanto, isso o resto do pessoal ficava “ai meu Deus, são 3 anos”. Sim, 03 anos. Foram maravilhosos, mas eu afirmo (porque sou dessas) que a Babi teve experiências maravilhosas solteira que ela jamais imaginou que teria namorando. Ninguém aqui está falando para vocês saírem terminando os namoros não, galera, o que estamos tentando dizer é: quando as pessoas entenderem que o maior amor é o próprio, o resto vai vir de uma forma tão natural e boa que irão se perguntar “porque não fiz antes?”.

Babi: Vamos partir, então, para a busca da felicidade aliada à busca pelo amor próprio. É se olhar no espelho, dizer que é linda, que é feliz e que está bem. Pode parecer balela, mas ninguém melhor que você para correr atrás do que é melhor pra você. Ninguém melhor para se conhecer do que você. O que você espera para sua vida? O que você quer levar desse mundo? O que você pensa que seria felicidade para você? Cada um tem o seu jeito, cada um tem a sua maneira, mas garanto que, se não existe conhecimento de si mesmo e amor próprio dentro de você, nada vai acontecer de forma a te fazer feliz.

busca pelo amor

Fra: Talvez isso não faça nenhum sentido para você. Talvez você esteja ai pensando “essas meninas são loucas”. Então aqui vai uma dica: se permita. Faça aquilo que tenha vontade, mas jamais perca quem você é por estar buscando algo que você irá encontrar dentro de si.


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Postado por Babi Lorentz em 20/09/14 às 14:31 // Categoria: Intrínseca, Leituras, Livros

SiloSilo é o primeiro livro de Hugh Howey, e um livro que pode realmente ser considerado por muitos como um clássico, assim como disse o Wired. Silo tem uma narrativa maravilhosa e é tão bem escrito que, muitas vezes, eu precisava parar para pensar no que tinha acabado de ler.

Em Silo, nos deparamos com muitos personagens. Todos eles têm importância para a história, até mesmo aqueles que são apenas citados. Howey tomou muito cuidado para escolher a personalidade de cada um, dando à história várias características únicas que fazem de Silo ser o que é.

O Xerife Holston decide sair do Silo. Querer sair e mostrar essa vontade é um crime bárbaro. As pessoas que decidem por sair, precisam passar pela limpeza. A limpeza acontece sempre que alguém decide sair do Silo e ir para a superfície, muitas vezes acreditando que o que vivem ali é uma grande mentira. Holston sente falta de sua mulher que resolveu sair há alguns anos e acaba indo atrás dela, pensando que provavelmente encontraria um belo lugar, a Terra como ela deve ser. Porém, ao se ver do lado de fora, as coisas não acontecem como ele esperava.

Agora o Silo precisa de um novo Xerife e é a partir daí que conhecemos a Prefeita Jahns, o delegado Marnes, que recusa veementemente aceitar o cargo, e vários outros personagens. Um desses é a “kick-ass” Juliette – impossível não querer ser amiga ou participar da vida dessa mulher de alguma forma. Perdão pela expressão, mas é bem difícil encontrar alguém na literatura que seja tão “foda” quanto ela.

Apesar de o livro se arrastar nas primeiras páginas (e a fonte utilizada na edição atrapalha bastante a vontade de não largar o livro) quando nos vemos acompanhando a prefeita Jahns e o delegado Marnes descendo as escadas até encontrar Juliette – pessoa que eles queriam como nova Xerife, depois da saída de Holston do Silo, acabamos por nos encantar com a história quando ela, Jules, aparece e toma conta da atenção de todos.

Silo foi uma surpresa boa pra mim. As últimas distopias que li não tinham todo esse trabalho com os detalhes. Hugh não só escreveu uma história, ele a explicou de todas as maneiras, deixando com que fosse possível enxergarmos tudo o que ele mostrava.

Outra coisa que me encantou bastante foi a sociedade criada pelo autor. Cada andar do silo tem sua função, cada pessoa sabe o que precisa fazer. Uma pessoa só nasce quando outra morre ou sai do silo e os casais são escolhidos para tentar engravidar por meio de uma loteria.

Hugh é um daqueles autores capazes de nos deixar ansiando pela continuação, ansiando por respostas, esperando descobrir tudo o que se passa na cabeça dele sobre uma história tão envolvente. Silo é, com certeza, um dos melhores livros que já li, cheio de mistérios, segredos, perguntas e respostas.

Quer ganhar um exemplar?

Em parceria com a Editora Intrínseca, resolvemos sortear um exemplar do livro Silo entre os leitores aqui do blog. Para participar, é fácil. Basta seguir o que se pede no formulário abaixo.

Lembrando que a promoção é válida apenas em território nacional e que começa hoje, 23 de Setembro, e vai até o dia 10 de Outubro.

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Postado por Babi Lorentz em 15/09/14 às 00:00 // Categoria: Leituras, Livros, Novo Conceito

se eu ficarComecei a ler Se eu Ficar pelo simples fato de estar esperando pelo Hangout com a Gayle Forman que aconteceu no dia 12 de Setembro. A Editora Novo Conceito resolveu convidar a autora para um bate papo e, como eu queria assistir, acabei passando o livro na frente de todas as outras leituras porque não queria receber nenhum spoiler.

Iniciei a leitura sem expectativa alguma, já que sempre que espero demais de algum livro por ver muita gente falando sobre ele, acabo me decepcionando. Foi bom ter começado a ler assim e sem a ideia de querer comparar a história a algum outro livro porque acabei me envolvendo com Se eu Ficar e chegando ao final em algumas horas de leitura.

A narrativa é extremamente fácil e, salvo alguns errinhos de ortografia, agradável. A autora consegue envolver o leitor já no início pelo fato de começar com a morte da Mia.

Pra quem ainda não leu nada sobre o livro, nem assistiu ao trailer do filme, Mia sofre um acidente com sua família e acaba se vendo órfã e fora de seu corpo, acompanhando todo o processo de ser levada para o hospital, passar por uma cirurgia e ficar internada na UTI, sem que ninguém veja que ela está ali.

Além disso, Mia tem um namorado totalmente apaixonado por ela, capaz de fazer as coisas mais loucas apenas para conquistá-la. O relacionamento já é estável desde o primeiro capítulo e, ao longo do livro, Forman foi intercalando os momentos no hospital com as lembranças que Mia tem de sua vida enquanto tenta se decidir se vai, acompanhando sua família, ou se fica – viva, ao lado de seu namorado, de seus amigos, de seus avós e de tudo mais que a espera enquanto ela está em coma.

É um livro envolvente, fofo e super rápido de se ler. Uma história de amor em todos os seus sentidos. Quem gosta de um drama mais leve, com certeza vai adorar Se eu Ficar.


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