January 27 || Por : Babi Lorentz

Como o livro em questão foi escrito em 1813, o medo de ler e me deparar com muita coisa antiga e com muitas palavras complicadas e por mim desconhecidas, existia. Mas eu tenho um dicionário gigante e a vontade de conhecer pelo menos um livro da Jane Austen, claro, era grande. E foi por isso que entrei em contato com a Martin Claret e pedi o livro para análise.

Ao ler um livro que se passa em 1813, claro, muita coisa não é normal para nós, que vivemos no século XXI. Os relacionamentos eram diferentes e existiam até regras para o namoro. As mulheres estavam sempre em busca de um marido, mesmo que não pudessem mostrar isso e o momento em que podia haver um contato físico entre um homem e uma mulher era sempre durante a dança que acontecia nos famosos bailes.

Jane Austen se baseou em sua própria vida para escrever seus livros. E Orgulho e Preconceito tem muito disso porque ela viveu um romance parecido - e sabe disso quem já assistiu Amor e Inocência. Penso que esse foi o principal motivo para que eu gostasse tanto assim do livro. Além disso, Austen não escreve de maneira difícil.

A história do livro não é apenas sobre Elizabeth Bennet e Sr. Darcy, como muitas pessoas dizem. Tem sim o romance de sua irmã Jane e o Sr. Bingley. O livro conta a história das duas irmãs. Mas é lógico que nós, leitoras, sempre acabamos por nos apaixonar pelo Darcy e fazemos essa confusão.

Pra quem não conhece nada sobre o livro, Darcy e Elizabeth não se gostam logo de cara (e por isso o primeiro nome do livro foi Primeiras Impressões) e ficam julgando um ao outro pela aparência e por conceitos precipitados. E mesmo que essa ideia vá se modificando, eles demoram a dar o braço a torcer (por isso Orgulho e Preconceito).

Já Jane e Bingley começam a se gostar desde o primeiro contato, apesar de Jane nunca conseguir demonstrar tudo o que sente por ele.

Os Bennet não são ricos, portanto há certo preconceito com eles. E é isso que faz a história começar a acontecer.

Não consigo falar muito sobre a história, mas garanto que o livro é maravilhoso. Fiquei apaixonada por Darcy, claro, e também pela história da Jane. Queria tanto visualizar tudo aquilo que lia que acabei assistindo o filme logo em seguida.

Lógico que vou sempre falar para vocês para lerem o livro, mas o filme também é maravilhoso. Ambos recomendados.

Editora: Martin Claret
Nota: ★★★★★

Trechos:

. "Garanto que não há nada mais divertido do que ler! Tudo cansa, menos um livro! Quando tiver a minha própria casa, não serei feliz até ter uma excelente biblioteca."

. "É possível que um orgulho tão odioso tenha feito algum bem a ele?"

. "Por que está tão mudado? Qual a razão disso? Não pode ser por minha causa... Não pode ser por mim que seus modos se tornaram tão mais delicados."

. "Você tem de aprender um pouco da minha filosofia. Só pense no passado quando as lembranças lhe trouxerem prazer."


|| Por : Babi Lorentz
Arquivado em: Promoções

No final do mês passado a página da loja da minha mãe, Nanda Lorentz, no Facebook, atingiu os 250 Curtidores. Ontem o blog alcançou seus 1000 seguidores pelo Google Friend Connect e, hoje, divulgo para vocês o resultado de uma promoção que deixou muita gente maluca!

A vencedora já entrou em contato comigo, enviando-me seu endereço. O kit será enviado hoje mesmo para ela. Parabéns, Caroline, e boa sorte para todos vocês que participaram nas promoções que ainda estão acontecendo no blog!

E fiquem de olho porque não vai demorar muito para minha mãe ter mais uma ideia maluca para mais uma promoção super bacana por aqui!


January 26 || Por : Babi Lorentz
Arquivado em: Entrevistas

Entrei em contato ontem com a queridíssima autora e amiga, claro, Camille Thomaz. Enviei as perguntas e não esperava receber as respostas tão cedo (ontem mesmo já estava tudo em mãos). Como sempre, ela foi super atenciosa comigo e a entrevista ficou realmente ótima. Adorei as respostas e acredito que vocês vão gostar também.


Sobre a Autora:

26 de Junho, canceriana e carioca. Pseudo-escritora desde quando se entende por gente, mas escritora mesmo só recentemente. Estudante de Artes Visuais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, não sabe desenhar, nem pintar. Passa o tempo fotografando, escrevendo, dançando ou ouvindo música (às vezes resolve cantar também).
Futura editora, é a editora e idealizadora da revista eletrônica cultural chamada Innovative. Eterna apaixonada, adora uma comédia romântica e só comédia e só romance – mas também gosta de ação. Lê de tudo, mas prefere os bem vendidos livros mulherzinha, inspira-se neles de vez em quando e dá uma de senhora escritora.
"Costumo dizer que sou multiuso. Gosto de fazer mil coisas ao mesmo tempo, não tenho receio de ter muita responsabilidade e aprendo rápido. Gosto de me sentir, e ser, útil. Costumo terminar minhas descrições com a frase: 'Tem sempre uma idéia nova na cabeça.', por resumir a mais pura verdade."

Babi Lorentz: Como surgiu a ideia de escrever um livro?
Camille Thomaz: Eu sempre tive vontade de escrever um livro, é um sonho meu de longa data. Entretanto eu sempre tive problemas pra terminar qualquer um que eu começava: ou estava muito simples, ou muito bobo, enfim, podia até estar bem escrito e engraçado, mas eu sempre achei que o papel de um livro meu tinha que ser mais que só divertimento, entende? E isso sempre me barrou na escrita porque tinha que ter algo mais que poderia (ou não) atingir o leitor. Apesar de amar ler estórias que são divertidas (vide uma boa parte do Chick Lit) escrevê-las nunca foi fácil para mim. Escrever Imaginário Feminino foi meio que ao acaso, no sentido de que ele não nasceu sendo um livro, querendo ser um livro. Antes era apenas uma coleção de contos e crônicas que eu escrevia quando sentia vontade. Foi com o Guilherme lendo e gostando que eu resolvi transformá-lo em um livro, e criar uma personagem que viveria e sentiria, ou não, tudo aquilo que ela mesma tinha escrito. Achei viável pelo fato de que os contos não são sobre mim, é baseado em sentimentos reais (por assim dizer), mas com situações que quem pode ter vivido é a Larissa, e não eu.

BL: Por que você escolheu as crônicas para começar o trabalho de escritora?
CL: Eu tinha um objetivo ano passado: escrever um livro mesmo que não fosse publicá-lo. Eu precisava conseguir escrever um, porque a vontade existia desde 2003 / 2004. E aí foi como eu disse mesmo, juntei as crônicas e contos que eu já havia escrito em diferentes épocas (tem textos de 2009, inclusive) e transformei-os em uma história.

BL: Como estão os preparativos para o lançamento de Imaginário Feminino?
CL: Estamos na fase da diagramação. Eu particularmente estou ansiosíssima, ao mesmo tempo que receosa - afinal, é um filho, e se depender de mim todo mundo gostaria, mas não tem como garantir isso, não é? Admito que fico contando os dias para março chegar. Da minha parte estou enchendo o saco de pessoas que, para mim, tem que ir de qualquer jeito (vide uma tal de Bárbara Lorentz, sabe? hahaha). [BL: Estou fazendo o possível!]

BL: Por que o tema depressão no seu primeiro livro?
CL: Porque é uma situação extremamente difícil que caiu no clichê. Claro que estou generalizando, mas teve uma época na qual sofrer de depressão era uma coisa in, super na moda e muita gente se dizia sofrer de. Eu não exatamente critico essas pessoas, porque acho que cada um tem o motivo para fazer o que quiser, como quiser, se quiser, entretanto acho que quem já sofreu de depressão mesmo sabe o quão difícil é o dia-a-dia, a falta de ânimo, o que é acordar e ir dormir se sentindo realmente triste. Até mesmo em casos mais graves que a pessoa está em um lugar e tudo pode estar perfeitamente bem, menos ela que precisa sair daquele lugar, ir para um canto seu e dormir para deixar o tempo passar. É um assunto tão profundo, tão sério, tão difícil de superar, e, às vezes, tão vergonhoso para a pessoa - que quando toma coragem de falar sobre, a outra pode escolher não acreditar - que achei interessante abordá-lo.

BL: Foi mais difícil escrever ou publicar?
CL: No meu caso, escrever. Entretanto eu tive sorte de ter o Roberto Laaf apoiando meu projeto e sonho. Se não fosse por ele, certeza que publicar seria difícil, já que não tenho dinheiro para poder publicar de forma independente e teria que torcer muito para que alguma editora visse o potencial da minha história e resolvesse que publicá-la seria bom para ela também.

BL: Já podemos esperar mais livros seus?
CL: Certeza que sim, só não sei para quando. Comecei mais alguns, estilos diferentes, mas a minha dificuldade continua a mesma. Algo em mim não deixa que eu escreva sem ter um objetivo por de trás das linhas. E aí vem a situação de descobrir qual o objetivo que quero atingir dessa vez e, depois, pensar em formas de atingi-lo. Vou te dizer, acho que não deixei de ser pseudo-escritora haha

BL: Pretende continuar como cronista ou vai escrever algum romance?
CL: Acho que isso é uma coisa que será surpresa mais para mim que para os leitores. De repente o próximo é mais um livro de crônicas, ou acho que o objetivo é mostrar o amor (ou a amizade, ou qualquer outra coisa) e sai um romance. Sou imprevisível para mim mesma, nesse aspecto.

BL: Quais são as dicas que você dá para os novos escritores?
CL: Nunca desistir. Mesmo. Às vezes não está do jeito que a gente gosta, então a gente tem que reescrever. Às vezes está perfeito para a gente, mas não para o outro, então haja paciência e respirações profundas para aguentar todo tipo de crítica e realmente trabalhar em cima delas. E ler muito, todo tipo de livro, porque fica mais fácil de conhecer os universos, até mesmo caso se deseje construir um novo.


January 25 || Por : Babi Lorentz
Arquivado em: Capas

Quando participei de um Desafio de Capas num blog, fiquei procurando por uma capa com sapatos. Vi esse post no blog da Iris, no Literalmente Falando, e acabei resolvendo fazer uma vez por mês por aqui.

Sempre tem alguém que julga um livro pela capa ou que goste de prestar atenção nas capas (eu estou entre essas). E realmente, quando você começa a reparar, percebe que muita capa tem algo parecido. Nesse caso, foram os sapatos.


January 24 || Por : Babi Lorentz

Começo a resenha deixando para vocês um fato de já foi dito e confirmado aqui no blog: Eu sou fã de crônicas. Fã mesmo, assumida. Admiro muito quem escreve e tenho uma vontade muito grande de um dia reunir algumas das minhas crônicas e colocar num livro.

E é por esse motivo que, por mais que eu saiba que vários de vocês não gostem, continuo tentando colocar na cabeça de todo mundo o porquê de uma crônica ser um texto tão bom.

E foi por isso mesmo que hoje resolvi resenhar A Vida Sem Manchete, livro que recebi de parceria com a Editora Belas Letras.

Começo dizendo que nunca havia lido nada do Gilmar Marcílio e que não fazia ideia de como ele escrevia. Me interessei pelo título, pela capa, pela sinopse... Depois só foi necessário começar a ler pra perceber que este é mais um daqueles livros que fazem totalmente o meu estilo de leitura (principalmente se falarmos de leituras de crônicas).

O autor é filósofo, portanto percebemos um teor muito grande de filosofia em cada uma das 57 crônicas reunidas no livro. Você lê e, ao terminar, fica pensando em algumas coisas que ele diz. Concorda com algumas, discorda de outras... Pensa mais um pouquinho e parte pra próxima.

Difícil mesmo é resenhar um livro assim. Só posso dizer pra vocês que gostei bastante do trabalho do autor e que recomendo para as pessoas que, como eu, gostam deste tipo de texto.

Destaque, é claro, para as crônicas O Olho Esquerdo do Crocodilo, Babuskas, Vamos fundar uma igreja?, Mentiras Sexuais e Classificados.

Editora: Belas Letras
Nota: ★★★★★

Trechos:

. "Os melhores dias são aqueles que vêm sem manchete, embrulhados em papel comum, foi o que ele me disse."

. "Eu nada posso te dizer sobre o amor. Esse mistério que nasce do mistério e nele termina."

. "Do meu retrato, ainda estou investigando a moldura. A fisionomia pertence aos outros."

. "Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Vamos fazer a lição de casa, lembrar que são seis os pronomes. Use a primeira pessoa do singular moderadamente. Se possível, só no caso de real necessidade."

. "Não vamos nos toturar por detalhes. Melhor guardar nossas forças para o exame final. Por enquanto, estamos só ensaiando."

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Páginas12345678... 72»